segunda-feira, 11 de março de 2013

RESENHA: A hospedeira.

E ai leitores!

Já começo o post pedindo desculpa. O blog ficou umas duas semanas sem atualização nenhuma, mas CALMA: eu tenho uma explicação para isso! hahahah Eu estava resolvendo algumas coisas para começar a faculdade, indo atrás de papelada e etc, e ai comecei atrasado em comparação a minha turma e tive que correr pra dar uma adiantada na matéria, enfim... aqui estou eu! E prometo não deixar mais o blog "abandonado" como ficou.
E bora lá pra resenha:


O livro escolhido de hoje é: A hospedeira. A história vai se passar no futuro da humanidade, a terra foi invadida por seres de outro planeta, parasitas que se chamam Almas. Essas Almas são colocadas no corpo humano e tomam controle do corpo, fazendo com que a pessoa que vivia nesse corpo deixe de existir e aí a Alma começa a ter controle sobre suas lembranças e etc. Elas continuam a vida que o ser humano que habitava aquele corpo levava, a unica diferença é que o corpo dominado pelas Almas, ganham um brilho nos olhos (como esse que tem na capa do livro).
Peregrina (ou Peg) é a Alma escolhida para ser colocada no corpo de Mel, uma humana que luta até onde pode para não ser dominada. O que Peg não imaginava é que mesmo depois de tomar o controle do corpo de Mel, ela não deixa de existir. E o tempo torna das duas improváveis aliadas. Sendo assim: duas "pessoas" em um corpo só. Peg começa a ter os mesmos sentimentos de Mel, e elas vão em busca dos seus amores e do que foi deixado para trás.
Pra quem não sabe, essa história é da mesma autora de Crepúsculo, Stephenie Meyer. E gente, não tenho nada contra os "vampiros" criados por ela e tal, mas existem autores que nascem com o dom, e existem autores que tentam ter o dom de escrever. E a Meyer é uma dessas que está tentando ter... A hospedeira é simplesmente fantástico, os personagens são bens construídos, e as situações que o livro envolve são muito boas, porém a Meyer tem um jeito insuportável de escrever, um livro que poderia ser escrito em 200 páginas, ela faz 600. Eu comecei e larguei esse livro cinco vezes, mas nunca desisti da leitura, pois sabia que iria valer a pena (pela história), o que me desmotivava era essa escrita zzZZzZZZzZ. Muita informação pra pouca ação. Foi um livro que eu dei quatro estrelas no Skoob, e só não levou cinco estrelas por ter sido escrito pela Stephenie Meyer. Mas não me julguem, afinal quem nunca amou a história mas odiou o autor?
Bom, A hospedeira tem data prevista para os cinemas.
E pelo trailer, dá pra perceber que foi uma super produção, não vejo a hora de poder assistir.


Houve uma conversa que vi na internet, dizendo que a autora pretende fazer uma continuação do livro. E eu espero que seja mentira! Gostei da história, mas assim: como ela está! Tenho medo da Meyer mexer no que não tem que ser mexido e estragar o amor que tenho por Peg, hahahhah

Até a próxima Barbados!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Coisas que acontecem enquanto lemos.

O simples fato de ler um livro pode parecer muito simples, mas nosso cérebro trabalha ativamente durante a leitura.
Orhan Pamuk, único escritor turco a receber o prêmio Nobel, listou em seu livro "The Naive and the Sentimental Novelist" (não lançado no Brasil) algumas das coisas que acontecem em nossa mente quando lemos um romance.

Nós observamos a cena geral e seguimos a narrativa - Ao ler, nós buscamos a ideia principal e o significado do que lemos, agregando cada vez mais informações na cena geral no decorrer da narrativa.

Nós transformamos as palavras em imagens - O livro estimula a imaginação para transformar os códigos, que são palavras, em imagens.

Parte de nossa mente se pergunta quanto é experiência real e quanto é imaginação - Chega um determinado momento em que literalmente “viajamos” na história. Segundo o autor, “a terceira dimensão da realidade lentamente começa a surgir dentro de nós: a dimensão do complexo mundo do romance”.

Pensamos se o livro retrata a realidade como a conhecemos - Nos perguntamos a todo tempo, avaliando as circunstâncias criticamente, se tudo o que lemos é real. Se realmente tudo que está descrito pode acontecer.

Fazemos julgamentos morais sobre o comportamento dos personagens - Julgamos se a ação que uma personagem tomou foi sensata, julgamos sua personalidade e ao mesmo tempo associamos isso ao que o próprio escritor pensa por meio do que descreveu em seus personagens.

Nos sentimos contentes quando entendemos o texto - Como consequência dessa identificação, pensamos que o livro foi escrito só para nós.

Nossa memória trabalha duro para manter o controle de todos os detalhes - Tentamos sempre absorver o máximo de informações possíveis, para não perder nenhum detalhe.

Tentamos descobrir o segredo do romance - Trabalhamos incessantemente para descobrir o que vai acontecer. Quem é o culpado, quem está mentindo, etc. Estamos constantemente revirando de forma involuntária tudo o que lemos buscando soluções para o enredo.



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Redução de imposto em livros.

E ai leitores!

Hoje voltei e não vou fazer resenha, e nem postar algum vídeo com minhas caretas estranhas. Vim comentar de algo que acho interessante que todos nós como leitores, devemos saber!
O Senado Federal tem um site chamado "E-CIDADANIA", nele nós como cidadãos, podemos criar ideias para debates públicos, assim como podemos mandar ideias para o governo e etc.
Um leitor (creio que não convém postar nomes)  propôs no site a ideia legislativa que pode virar projeto de lei, para que isso ocorra precisamos de 20.000 (vinte mil) assinaturas, ou seja: 20.000 pessoas apoiando a ideia. Ao assinar, você estaria concordando com a redução de imposto em cima dos livros (que é mais ou menos de 15,52%). Daí você me pergunta: "o que seria a redução de imposto? como funciona?", bom, não é algo difícil de se entender! Qualquer coisa que você compre, qualquer conta que você pague será gerado um imposto para o Governo, e com essa redução economizaríamos uma quantia no total do produto. No caso dos livros não seria algo muito GRANDE, mas em certos valores mudaria alguma coisa significativa. 
Para apoiar a ideia é rápido e simples, basta digitar o seu nome e o seu e-mail, depois é só entrar no e-mail e confirmar o seu apoio através do link que eles enviarão, é só clicar e pronto! 
Quando a meta de 20.000 pessoas for atingida, a ideia será levada ao Senado, onde poderá ser transformado em lei.
Esse é o site (já na página para a assinatura): PORTAL E-CIDADANIA.
Sei que muitos vão dizer: "se a quantia da redução não é tão alta, por que então assinar?" Acredito que apenas a redução não vai mudar TANTA coisa assim nos preços, mas já vai dar uma diminuída, fazendo com que as pessoas comprem mais. E comprando mais, a quantia de livros vendidos será maior e dessa forma cada vez mais eles serão vendidos em menor preço. Em outros países onde os livros não são caros (e de qualidade) vendem-se cerca de 10.000 livros enquanto no Brasil só são vendidos 2.000. É um assunto complicado, pois para a "economia" não existe solução fácil. Porém, creio que esse pequeno passo da redução de imposto já ajudaria a dar os próximos passos. 

A minha parte eu fiz, compartilhando com vocês. E você?
Assinem, apoiem, e compartilhem: REDUÇÃO DE IMPOSTO EM LIVROS!


sábado, 16 de fevereiro de 2013

RESENHA: A metamorfose.

E ai leitores!

Já se imaginaram acordando e se metamorfoseando em uma barata? Isso mesmo, não em um lobo, não em um vampiro (rs)... Mas em uma BARATA!


O livro A metamorfose, do autor Franz Kafka, foi escrito em 1912 e retrata a história de Gregor Samsa, um rapaz trabalhador e que da noite pro dia vira uma barata. A obra vai se tratar da forma como as pessoas próximas agem com a metamorfose e de como o próprio Gregor lida com isso. 
A principio, parece uma história dessas que se lê só pra passar o tempo, sem nada de importante. Mas se você ler esse livro conforme ele merece ser lido, ou melhor: estudar esse livro como ele merece, vai perceber que ele é muito mais profundo do que isso. A metamorfose é um livro perturbador. 
Logo já aviso que se você nunca leu o livro e pensa em ler, pare a resenha por aqui... Pois vai ter spoiler! 
Por ser um livro antigo, eu achei a escrita bem atual, e contém principios e criticas que servem muito bem à sociedade em que vivemos. Eu li e destaquei três pontos que achei super interessantes:

1- O livro mostra como nós somos individualistas, nos preocupamos com nossos próprios problemas e não damos importância aos problemas dos outros (a familia do personagem, Gregor, trata o rapaz/inseto como uma praga, e se esquecem de que um dia aquela barata já foi parte da familia, e a própria irmã em uma parte do livro diz que preferia matá-lo do que ficar esperando ele voltar a ser humano);
2- Podemos perceber ao ler o livro que Gregor coloca seus chefes e superiores como pessoas mais importantes do que ele próprio, Gregor se menospreza só por ser um simples trabalhador (e isso é o que mais vemos hoje em dia);
3- O preconceito... Tudo bem que falar de "uma barata" dessa forma é estranho, mas esqueça o fato de Gregor ter virado um inseto, e coloque no lugar um jovem diferente dos outros! Gregor sofre preconceitos até da própria familia depois de sua transformação, deixa de ser aceito. E o mundo onde vivemos não é diferente disso, as pessoas não aceitam as outras quando tal é diferente e etc. 

Apelidei A metamorfose como: "o pequeno grande livro", e aconselho a todos: leiam essa obra, porque vale a pena. É um livro que faz a gente pensar em muita coisa, no que damos valor e em nossas relações com as pessoas em geral.
Até comecei a gostar das baratas depois dele (mentira) hahhahahah

Até a próxima Barbados! 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

TAG: 7 pecados literários.

Mais um video para o blog/vlog, hoje apresento a TAG dos 7 pecados literários, onde temos que encaixar alguns livros dentro dos pecados capitais. 


As perguntas são:
GANÂNCIA: qual é seu livro mais caro? E o menos caro?
IRA: com qual autor você tem uma relação de amor e ódio?
GULA: que livro você devorou sem vergonha alguma?
PREGUIÇA: qual livro você tem negligenciado devido à preguiça?
ORGULHO: que livro você tem mais orgulho de ter lido?
LUXÚRIA: quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos?
INVEJA: que livro você gostaria de receber de presente?

E ai, gostaram? 
E vocês... quais são seus 7 pecados literários? rs.
Até a próxima!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

RESENHA: O Pequeno Príncipe.

"Livro de criança? Com certeza. Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o mesmo que foi..." - Amélia Lacombe.


Le Petit Prince, ou então: O Pequeno Príncipe foi escrito pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry, o livro foi publicado em 1943, com mais de 80 milhões de livros vendidos pelo mundo e cerca de 500 edições publicadas. E por incrivel que pareça, é falado e vendido até os dias de hoje.
A história é contada em primeira pessoa, e o personagem não se identifica. Alguém com uma imaginação sem limites, mas que por conta do tempo deixa isso se apagar. Conhece então o Pequeno Príncipe, em um pouso de emergência no deserto do Saara. O Pequeno Príncipe a principio parece ser alguém muito misterioso, e o narrador conhece apenas algumas informações sobre a vida do Principezinho, como por exemplo, que ele mora no asteróide B612. Com o passar do tempo ao lado dele, o narrador percebe que a vida do Príncipe é muito mais profunda do que isso, e é apenas alguém em busca de respostas para suas perguntas e de um amigo.
Aparenta ser apenas um livro infantil, mas quando começamos a ler percebemos um grande teor filosófico e poético. E eu sou suspeito a falar desse livro, pois já li milhares de vezes, e sempre que sobra um tempinho me pego lendo de novo! 
É um livro que não tem que ser simplesmente lido... tem que ser estudado, pois os temas abordados na obra não são ficção e acontecem com meio mundo, ele nos deixa com saudade daquela época de quando eramos crianças, e mostra como de pouco a pouco vamos cortando a criança que existe dentro de nós conforme o tempo passa, o mais interessante é que ao decorrer da leitura, você percebe que é real, acontece... "As pessoas grandes são muito esquisitas"... São homens trocando tudo por conta do dinheiro, e esquecendo de coisas que realmente importam, como criar laços, mantém amizades, rir, brincar, coisas que são essenciais! 
O Pequeno Príncipe, merece estar em todas as estantes de livros por aí! É um livro que vou ler para os meus filhos, netos e etc. 

"Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos."

E é com essa frase (a minha preferida no livro), que termino a resenha de hoje.
Até a próxima Barbados!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

RESENHA: A cabana.

"William P. Young retirou o véu que muitas vezes me separava de Deus e de mim mesmo. A cada página, as obrigações e proibições impostas pela religião foram sendo deixadas para trás enquanto eu compreendia, pela primeira vez na vida, o real significado de Pai, Filho e Espirito Santo." - Patrick M. Roddy, produtor da ABC News e ganhador do prêmio Emmy. 


Bom, o livro conta a história de Mack um cara comum, daqueles que trabalha e vive pela familia. 
Mack, certo dia, vê sua vida mudar drasticamente, quando sua filha Missy é raptada da forma mais cruel que existe.
Mack, desde então, culpa Deus por esse acontecimento, e todos os outros que acontecem no mundo, tornando-se assim uma pessoa amargurada. Porém, quando ele menos espera, é surpreendido por uma carta assinada por Deus. E a partir dai, começa a ter respostas sobre suas questões sobre a vida e a crueldade humana.
A cabana, é um livro muito forte, daqueles que faz você pensar e repensar diversas vezes sobre a sua vida e o seu relacionamento com Deus. O livro apresenta uma profundidade em sentimentos que raramente é falada, o autor (William P. Young) apresenta Deus quebrando todos os conceitos de imagem que temos! O livro mostra de um jeito doce e gostoso de ser lido, a forma que Deus se importa com os seres humanos, mostra com clareza o interesse de Deus em termos uma relação intima com ele, aprendi muito sobre perdão, amor, paciência e confiança. 
E não se prendam a ideia de que deve ser lido apenas por quem é de certa religião e tal, o autor tenta ao máximo não pender pro lado de alguma religião, então pode ser lido por católicos, evangélicos, espiritas e etc... Enfim, é um livro pra ser lido por quem acredita!
Gostei da escrita, da simplicidade do livro, e da forma que a história vai se construindo. E não é pra menos né gente!? A cabana ficou por semanas no primeiro lugar dos mais vendidos no The New York Times.

"Não há sofrimento na Terra que o Céu não possa curar."

Até a proxima Barbados!